Fiocruz apoia decisão da Anvisa de manter proibição de venda de cigarros eletrônicos

Em reunião colegiada nesta sexta-feira (19/4), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a resolução de 2009 que proíbe a venda, fabricação, importação, transporte, armazenamento, distribuição e propaganda de cigarros eletrônicos, os chamados “vapes”, no país. Por unanimidade (cinco votos), os diretores se manifestaram pela manutenção da proibição. Na reunião, que se estendeu por nove horas, foram apresentados 80 vídeos – que serão inseridos no site da Anvisa – feitos por pesquisadores, gestores da área da saúde, usuários do produto e empresários dos setores tabagista e de bares, hotéis e restaurantes, com depoimentos contra e a favor da liberação dos cigarros eletrônicos. Um dos vídeos exibidos foi do presidente da Fiocruz, Mario Moreira, no qual ele manifestou a posição da Fundação pela manutenção da proibição. Depois dos vídeos ocorreram as intervenções de cada um dos membros da diretoria da Anvisa, em que apresentaram seus votos e os sustentaram com argumentos técnicos. No vídeo enviado à Anvisa, o presidente da Fiocruz afirmou que “o tabagismo é uma doença considerada a maior causa evitável isolada de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo. E o tratamento das doenças tabaco-associadas custa aos cofres públicos R$ 125 bilhões por ano”. Segundo ele, “não há no mundo evidências científicas suficientes que apontem que o cigarro eletrônico reduz danos. Ao contrário, o que é conhecido é que estes dispositivos trazem vários problemas à saúde que vão desde a geração de dependência a doenças respiratórias, envenenamento e queimaduras causadas por explosões”.

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