A Bahia registrava, em dezembro de 2025, um total de 2.123 estabelecimentos com 100 ou mais empregados, responsáveis por 832,1 mil vínculos empregatícios formais. Desse total, 338,3 mil postos eram ocupados por mulheres, o que representa 40,6% do total, segundo dados do Painel do Relatório de Transparência Salarial, divulgado na segunda-feira, 27 de abril, pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres. Entre as mulheres empregadas nessas empresas, 286,9 mil eram mulheres negras, o equivalente a 84,8%, enquanto 51,4 mil eram mulheres não negras, representando 15,1%. Já entre os homens, que somavam 493,8 mil vínculos, 414 mil eram negros (83,8%) e 79,7 mil não negros (16,1%). O levantamento integra o 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial, que mostra avanço na participação feminina no mercado de trabalho formal brasileiro em 2025, com destaque para o crescimento da contratação de mulheres negras em grandes empresas. Em nível nacional, o número de mulheres pretas e pardas empregadas em estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores cresceu 29% entre 2023 e 2025, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões, o equivalente a mais de 1 milhão de novas contratações formais. Já o total de mulheres empregadas passou de 7,2 milhões para 8 milhões no mesmo período, um crescimento de 11%. Apesar do avanço, o relatório aponta que a desigualdade salarial entre homens e mulheres ainda persiste. Na Bahia, a remuneração média das mulheres nesses estabelecimentos foi de R$ 2.842,22, enquanto os homens receberam, em média, R$ 3.567,60. Entre as mulheres negras, o rendimento médio foi de R$ 2.645,93. Já as mulheres não negras tiveram média salarial de R$ 3.989,63. No caso dos homens, os negros receberam, em média, R$ 3.288,50, enquanto os homens não negros alcançaram rendimento médio de R$ 5.119,82. No cenário nacional, o estudo mostra que, em 2025, as mulheres receberam em média 21,3% a menos que os homens no setor privado com empresas de 100 ou mais empregados. O percentual é superior ao registrado em 2023, quando a diferença era de 20,7%. Também no momento da admissão, a desigualdade permanece. Em 2025, o salário médio inicial das mulheres ficou cerca de 14,3% abaixo do registrado para os homens, acima dos 13,7% observados em 2023.