Uma estudante apontada como responsável por uma suposta ameaça a um professor em uma escola de Maetinga, no sudoeste da Bahia, apresentou sua versão sobre o ocorrido e negou ter feito qualquer intimidação. O relato foi encaminhado ao Sudoeste Total como pedido de direito de resposta. Segundo a aluna, a situação começou após um desentendimento em sala de aula envolvendo o uso do ar-condicionado. Ela afirmou que solicitou ao professor o controle do equipamento, mas o pedido teria sido negado. Em seguida, saiu da sala e procurou a direção para pedir que o aparelho fosse ligado. Ao retornar, a estudante disse que interpretou como deboche uma atitude do professor, o que teria gerado desconforto. Em outro momento, enquanto conversava com colegas, ela relatou um episódio pessoal em que foi vítima de uma facada. De acordo com a aluna, o professor teria ouvido parte da conversa e entendido como uma ameaça. “Você está me ameaçando? Eu falei: não estou te ameaçando. Estou falando simplesmente da facada”, afirmou ao relembrar a situação. Ainda segundo a estudante, o professor deixou a sala após o episódio e, cerca de uma hora depois, policiais foram até a escola. Ela relatou que foi conduzida até uma viatura e levada para Brumado. A aluna disse que pediu aos policiais que ouvissem os demais estudantes da turma, que, segundo ela, confirmaram que não houve ameaça. A estudante afirmou que se sentiu injustiçada com a forma como o caso foi conduzido e declarou que pretende buscar seus direitos. “Posso ser pobre, posso ser o que for, mas eu tenho o meu caráter, minha dignidade”, disse.


