Avião com ACM Neto e outras autoridades retorna a Salvador após despressurização no sudoeste da Bahia

Um avião que transportava o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, precisou retornar para Salvador na segunda-feira (08/06) após apresentar um problema de despressurização durante o voo nas proximidades de Brumado, no sudoeste da Bahia.

De acordo com a assessoria do político, a aeronave tinha como destino a região de Brumado, de onde os passageiros seguiriam por via terrestre para cumprir agenda no município de Livramento de Nossa Senhora. No entanto, após a ocorrência, o pouso programado foi cancelado e a tripulação optou pelo retorno à capital baiana.

Além de ACM Neto, estavam a bordo o pré-candidato ao Senado João Roma, a deputada federal Roberta Roma, o deputado estadual Nelson Leal e o senador Angelo Coronel. Apesar do susto, nenhum dos ocupantes ficou ferido.

Nas redes sociais, ACM Neto informou que todos os passageiros estavam bem e agradeceu as manifestações de apoio recebidas após o incidente. “Minha gratidão a Deus e a todos pelas orações”, escreveu.

João Roma e Roberta Roma também se manifestaram, relatando momentos de apreensão durante o voo e agradecendo as mensagens de solidariedade enviadas por apoiadores e amigos.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, também comentou o episódio. Em publicação nas redes sociais, ele prestou solidariedade aos ocupantes da aeronave e ressaltou que diferenças políticas devem ser deixadas de lado em situações como essa.

“Graças a Deus, todos que estavam a bordo estão bem”, afirmou o governador. Jerônimo destacou ainda que quem atua na vida pública está frequentemente sujeito aos riscos das viagens e que momentos como esse reforçam a importância da preservação da vida.

A despressurização ocorre quando há perda total ou parcial da pressão interna da cabine da aeronave, exigindo procedimentos de segurança por parte da tripulação. As circunstâncias que provocaram o problema não foram detalhadas.

As ações de fiscalização realizadas pela Companhia Independente de Policiamento Rodoviário (CIPRv/Brumado) entre os dias (04/06) e (08/06) resultaram na recuperação de cinco veículos com restrição de furto ou roubo, na apreensão de dois veículos com suspeita de adulteração e na retenção de um veículo transportando mercadorias sem nota fiscal.

Durante o período, os policiais também apreenderam 14,5 quilos de uma substância análoga à maconha. A ocorrência foi registrada durante a abordagem a um ônibus interestadual na BR-030, no município de Guanambi.

Segundo a Polícia Militar, o material ilícito foi localizado durante a fiscalização realizada pelas equipes. O suspeito responsável pela droga foi preso em flagrante e encaminhado, juntamente com o entorpecente apreendido, para a Delegacia Territorial de Guanambi, onde foi autuado pelo crime de tráfico de drogas.

Ainda conforme a corporação, as operações desenvolvidas nos postos rodoviários e pelo Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) também resultaram na abordagem de 1.206 pessoas. As ações tiveram como principal objetivo reforçar a segurança viária e conscientizar os condutores sobre os riscos de sinistros de trânsito nas rodovias da região.

As mudanças trazidas pela nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025) foram tema de discussão durante o VI Seminário Gestão Ambiental Municipal: Resultados e Impactos no Alto Sertão, realizado em (26/05), na sede da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Caetité.

Representando o Ministério Público da Bahia, o promotor de Justiça Jaílson Trindade Neves, titular da Promotoria de Justiça Regional Especializada em Meio Ambiente, com sede em Guanambi, apresentou uma palestra sobre os principais aspectos da legislação e seus reflexos para a administração pública municipal.

Durante a exposição, foram abordados temas relacionados aos procedimentos de licenciamento ambiental, à divisão de competências entre os entes públicos e aos desafios que os municípios deverão enfrentar para adequação às novas exigências previstas na norma. O promotor também destacou a atuação do Ministério Público na fiscalização do cumprimento da legislação ambiental e na defesa do meio ambiente como um direito fundamental da sociedade.

Foto: Divulgação/MPBA

O evento foi promovido pelo Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável Alto Sertão e reuniu gestores municipais, técnicos ambientais e representantes de órgãos ligados à formulação e execução de políticas públicas na área. Participaram ainda representantes da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), além de prefeitos e servidores municipais.

Segundo os organizadores, o seminário teve como objetivo fortalecer o debate sobre a gestão ambiental nos municípios da região, especialmente em relação às ações voltadas para a recuperação e adequação de áreas de lixões, alinhadas às novas normas ambientais e às políticas de preservação do meio ambiente.

Um acidente de trânsito foi registrado na tarde de segunda-feira (08/06), por volta das 16h, na BR-030, no trecho entre Brumado e o distrito de Ibitira, no município de Rio do Antônio.

De acordo com informações da Companhia Independente de Policiamento Rodoviário (CIPRv), o sinistro envolveu um veículo Toyota Corolla XEI20, conduzido por um jovem de 24 anos.

Quando a equipe policial chegou ao local, constatou que o automóvel havia saído da pista e tombado às margens da rodovia após o motorista perder o controle da direção. O veículo ficou em repouso fora da via.

Apesar do impacto, o acidente resultou apenas em danos materiais. Não houve registro de feridos.

As circunstâncias que levaram à perda do controle do veículo não foram informadas. A ocorrência foi acompanhada por policiais rodoviários que atuam no trecho.

O Ministério Público do Estado da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira, dia 9, a ‘Operação Bodyscan’ que investiga uma organização criminosa com atuação na distribuição de drogas no Presídio de Brumado. A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep), com atuação conjunta da 3ª e da 4ª Promotorias de Justiça de Brumado. 

Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços residenciais nas proximidades do estabelecimento prisional de Brumado. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Brumado, a pedido do MPBA, no âmbito do procedimento que apura a possível prática de crimes relacionados à introdução, guarda, transporte e distribuição de substâncias entorpecentes no interior da unidade prisional.

As investigações indicam a existência de um esquema estruturado que teria se valido do acesso funcional de profissionais vinculados ao serviço de saúde bucal da unidade prisional para viabilizar a entrada de material ilícito no estabelecimento penal, com posterior repasse a internos previamente identificados. Conforme os promotores de Justiça, o esquema envolveria a participação de pessoas em ambientes externo e interno à unidade, com divisão de tarefas e utilização de meios destinados a dificultar os procedimentos regulares de fiscalização e revista.

O nome da operação remete ao mecanismo de controle de acesso ao presídio. O equipamento de escaneamento corporal (bodyscan) estava no centro do esquema: uma das investigadas explorava uma condição especial de saúde como pretexto para se esquivar da revista eletrônica e ingressar na unidade prisional com drogas, sem passar pelo aparelho de escaneamento corporal. 

As diligências têm como objetivo reunir novos elementos probatórios, identificar outros possíveis envolvidos e delimitar a extensão das condutas investigadas. O material apreendido será posteriormente analisado, permitindo o avanço das investigações.

Uma motocicleta com restrição de furto ou roubo foi recuperada por policiais militares do 17º BPM na tarde de segunda-feira (08/06), no Centro de Guanambi.

De acordo com a Polícia Militar, a ação ocorreu por volta das 17h10, durante rondas e abordagens realizadas em estabelecimentos comerciais da região. Ao consultar veículos estacionados nas proximidades de um bar, os policiais constataram que uma motocicleta Honda CG 150 Titan ES, de cor preta, possuía registro de furto ou roubo.

O homem que estava na posse do veículo, de 36 anos, informou aos policiais que havia adquirido a motocicleta em Belo Horizonte. Ele apresentou a documentação de compra e afirmou que ainda não havia conseguido realizar a transferência de propriedade.

Diante da restrição identificada no sistema, o suspeito e a motocicleta foram encaminhados à Delegacia Territorial de Guanambi, onde foram adotadas as medidas cabíveis e o caso será apurado pela Polícia Civil.

A Polícia Civil da Bahia, por meio da Academia da Polícia Civil (Acadepol), iniciou na segunda-feira (08) um curso de Inteligência Artificial Aplicada à Investigação Criminal voltado para servidores da região Sudoeste do estado. A capacitação é realizada na sede do Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), em Vitória da Conquista, e segue até sexta-feira, 12 de junho.

Com carga horária de 40 horas, o treinamento reúne atividades teóricas e práticas sobre temas relacionados ao uso da inteligência artificial nas investigações policiais. Entre os conteúdos abordados estão introdução à inteligência artificial, aplicação da tecnologia na investigação criminal, ética e prática investigativa, além de outros assuntos ligados à modernização dos métodos de apuração.

Participam do curso 22 servidores da Polícia Civil, entre delegados e investigadores das Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins) de Vitória da Conquista, Jequié, Brumado, Guanambi e Itapetinga. As unidades integram a área de atuação da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste).

A iniciativa busca preparar os profissionais para a utilização de ferramentas tecnológicas no trabalho investigativo, acompanhando as transformações e novas demandas da segurança pública.

Durante a abertura da capacitação, o diretor-adjunto da Acadepol, delegado Marcelo Costa Sansão, destacou a necessidade de adaptação das polícias ao cenário atual da investigação criminal. Segundo ele, o processo investigativo deixou de estar concentrado apenas na coleta de vestígios e provas físicas, passando a exigir cada vez mais a análise e a filtragem de grandes volumes de dados, um desafio enfrentado por instituições policiais em diversos países.

Foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (08/06) a Lei nº 15.425, que torna crime o exercício ilegal da medicina veterinária no Brasil. A norma altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 1940, que institui o Código Penal, e estabelece pena de detenção de seis meses a dois anos para quem atuar na profissão sem autorização legal.

A legislação também prevê punição para médicos-veterinários que exerçam atividades profissionais durante período de suspensão ou após o cancelamento da habilitação ou do registro profissional.

De acordo com a nova regra, caso um animal sofra lesão ou morra durante um procedimento realizado por alguém que esteja atuando ilegalmente, o responsável poderá responder ainda com base na Lei dos Crimes Ambientais.

Nos casos em que houver a morte do animal, a legislação determina que o agente também poderá responder pelo crime de homicídio, conforme previsão do Código Penal.

A medida busca reforçar a fiscalização da atividade profissional e ampliar a proteção aos animais, garantindo que procedimentos veterinários sejam realizados apenas por profissionais devidamente habilitados e registrados nos órgãos competentes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento de pacientes adultos com mielofibrose primária ou secundária de risco intermediário ou alto que apresentam contagem de plaquetas abaixo de 50 × 10⁹/L. O registro do Vonjo® (pacritinibe) foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (08/06).

O medicamento, administrado por via oral duas vezes ao dia, passa a ser uma nova opção terapêutica para pacientes diagnosticados com a doença, considerada um tipo raro de câncer do sangue.

A mielofibrose é caracterizada pelo acúmulo de tecido cicatricial na medula óssea, comprometendo a produção normal de células sanguíneas. A condição pode provocar sintomas como anemia, fadiga intensa e aumento do baço.

Segundo a Anvisa, o Vonjo® atua bloqueando enzimas relacionadas ao crescimento descontrolado das células sanguíneas e aos processos inflamatórios associados à doença. O medicamento é produzido pela empresa Pint Pharma Produtos Médico-Hospitalares e Farmacêuticos.

Com a aprovação regulatória, o tratamento passa a integrar as opções disponíveis para pacientes com formas mais avançadas da mielofibrose e com baixa contagem de plaquetas, condição que pode limitar o uso de outras terapias.

Durante duas operações coordenadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, foram resgatados 69 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em diferentes regiões da Bahia (BA). As ações ocorreram entre 24 de maio e 3 de junho, nos municípios de Seabra, na Chapada Diamantina, e Novo Horizonte, região conhecida pela atividade garimpeira.

As fiscalizações foram realizadas com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Polícia Federal (PF), reforçando a atuação integrada do Estado brasileiro no combate ao trabalho escravo contemporâneo.

De acordo com as informações da fiscalização, no município de Seabra, os auditores-fiscais do Trabalho resgataram 45 trabalhadores em um canteiro de obras destinado à construção de um empreendimento comercial voltado ao funcionamento de ponto de apoio rodoviário e restaurante. A operação foi deflagrada no dia 25 de maio.

Durante a inspeção, foram identificados 55 trabalhadores em atividade, dos quais 45 foram resgatados. As equipes constataram alojamentos precários, com superlotação, falta de privacidade, instalações sanitárias inadequadas e convivência direta com materiais de construção, equipamentos e produtos químicos.

Também foram verificadas graves irregularidades trabalhistas, como ausência de registro em carteira, inexistência de controle formal de jornada, falta de programas de saúde e segurança e fornecimento insuficiente de equipamentos de proteção individual.

A fiscalização identificou ainda situações de grave e iminente risco, incluindo instalações elétricas improvisadas, máquinas sem proteção, escavações abertas sem sinalização e trabalho em altura sem medidas de segurança. As jornadas ultrapassavam os limites legais, chegando a cerca de 65 horas semanais.

Segundo a equipe da Auditoria Fiscal do Trabalho, os trabalhadores foram recrutados em diferentes estados e passaram a depender integralmente da estrutura fornecida pela empresa para moradia e alimentação. Diante do conjunto de irregularidades, ficou caracterizada a submissão a condições análogas à escravidão, especialmente em razão das condições degradantes de trabalho e da jornada exaustiva.

Ao final da ação, foram pagos R$ 578.243,28 em verbas rescisórias e R$ 157.500,00 a título de danos morais individuais. A obra foi totalmente embargada, e os trabalhadores foram encaminhados para habilitação no seguro-desemprego especial destinado a trabalhadores resgatados e para atendimento pela rede de assistência social.

Na região de Novo Horizonte, entre os dias 24 de maio e 3 de junho, outra operação identificou 40 trabalhadores atuando em garimpos subterrâneos de extração artesanal de quartzo rutilado e barita. Desses, 24 trabalhadores foram resgatados por estarem submetidos a condições análogas à escravidão.

Segundo a fiscalização, os trabalhadores foram encontrados vivendo em barracos improvisados de lona, sem acesso à água potável, higiene adequada ou condições mínimas de habitabilidade. As equipes também identificaram um sistema irregular de remuneração baseado no pagamento semanal de cerca de R$ 120, conhecido como “feira”, além da promessa de remuneração vinculada à produção futura, modelo considerado fraudulento por transferir aos trabalhadores os riscos da atividade econômica.

Os auditores-fiscais do Trabalho constataram ainda a existência de uma estrutura organizada de comando das atividades, evidenciando subordinação e dependência econômica dos trabalhadores.

As condições de segurança eram extremamente precárias. Os garimpeiros atuavam sem equipamentos de proteção adequados e sem treinamento, realizando atividades em galerias subterrâneas com profundidade de até 100 metros. A situação os expunha a riscos de soterramento, quedas, trabalho em espaço confinado e contaminação por sílica, substância associada ao desenvolvimento da silicose.

Diante das irregularidades encontradas, foi caracterizada a submissão dos trabalhadores a condições análogas à escravidão, especialmente em razão das condições degradantes de trabalho. Todas as frentes de trabalho fiscalizadas foram interditadas.

Após o resgate, os trabalhadores foram afastados das atividades e terão acesso às verbas rescisórias devidas e ao seguro-desemprego especial destinado aos trabalhadores resgatados.