Governo Federal libera R$ 501 mil para ações de defesa civil em Vitória da Conquista

A Defesa Civil Nacional, vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), autorizou o repasse de R$ 501.354,84 para o município de Vitória da Conquista. A medida foi oficializada nesta quinta-feira, 7 de maio, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU). O recurso será destinado a ações de defesa civil e recuperação de áreas afetadas por desastres. Conforme o governo federal, a definição do valor levou em consideração fatores técnicos, como a intensidade dos danos registrados, o número de pessoas desalojadas e desabrigadas e as demandas apresentadas pelo município no plano de trabalho encaminhado à União. Os recursos serão transferidos em parcela única, dentro da modalidade de Transferência Legal, para custear ações de resposta e recuperação de infraestrutura danificada ou destruída. A portaria estabelece prazo de 180 dias para a execução das ações, contados a partir da publicação do documento no Diário Oficial da União. Durante esse período, o município deverá seguir as exigências previstas na legislação federal, especialmente em casos de obras para restabelecimento de serviços essenciais. Entre as determinações, está a obrigatoriedade de instalação de placas informativas das obras em locais visíveis, conforme as normas de comunicação do Governo Federal. Após a conclusão das ações, a prefeitura deverá apresentar prestação de contas no prazo de até 30 dias, conforme previsto no Decreto nº 11.219, de 2022. A medida já está em vigor desde a publicação da portaria.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Guanambi iniciou, nesta quinta-feira (7) a apuração de um caso de desmatamento registrado nas margens da Barragem do Poço do Magro. A ação ocorreu após denúncias feitas por moradores e populares da região. Equipes de fiscalização da pasta estiveram no local para averiguar os danos ambientais, identificar os responsáveis e adotar as medidas legais cabíveis. Durante reunião realizada no escritório local da Codevasf, com a participação da equipe de fiscalização ambiental e do chefe de gabinete Wellington Ney Novais, que responde interinamente pelos atos administrativos da secretaria, foi reforçado que a área atingida é considerada Área de Preservação Permanente (APP). Segundo a legislação ambiental, o desmatamento em APP é considerado crime ambiental, com previsão de pena de detenção de um a três anos, além de multa ou aplicação simultânea das duas penalidades. As Áreas de Preservação Permanente incluem locais considerados ambientalmente sensíveis, como margens de rios e barragens, nascentes, encostas e topos de morro, sendo protegidas para garantir a preservação dos recursos hídricos e da biodiversidade. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, registros fotográficos feitos pela engenheira ambiental Jorgiane Gomes e pelo fiscal João Leonardo apontaram que árvores localizadas às margens da barragem foram arrancadas pela raiz com o uso de maquinário pesado. “Fizemos o registro oficial para fins legais e a adoção das providências cabíveis”, afirmou José Cláudio Malheiros, diretor do Departamento de Fiscalização Ambiental da secretaria.

A Prefeitura de Vitória da Conquista declarou situação de emergência em áreas da zona rural do município afetadas pela estiagem prolongada. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 24.224/2026, publicado no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira, 6 de maio. O decreto abrange os distritos de Bate-Pé, Dantelândia, Inhobim, São Sebastião, Cabeceira do Jiboia, São João da Vitória, Cercadinho, Iguá, Veredinha, Pradoso e José Gonçalves. Para a elaboração do documento, o Governo Municipal levou em consideração parecer técnico emitido pela Coordenadoria Municipal da Defesa Civil (Comdec), baseado em dados da Agência Nacional de Águas (ANA). Segundo o decreto, a falta de chuvas vem causando prejuízos significativos aos agricultores da região, dificultando o plantio e comprometendo a produção rural. O texto também destaca que as condições climáticas têm impedido o desenvolvimento das pastagens e a reposição dos mananciais, provocando escassez de água e forragem para manutenção dos rebanhos e abastecimento humano. Com validade de seis meses, o decreto autoriza as secretarias municipais a adotarem medidas emergenciais e ações urgentes para atender as famílias atingidas pelos efeitos da seca.

Uma equipe da Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv) conduziu um homem à Delegacia Territorial de Brumado após identificar um mandado de prisão em aberto durante uma abordagem realizada na quarta-feira (6), na BA-262, em Brumado. A ação ocorreu por volta das 12h20 e foi realizada por policiais do Posto de Brumado. Segundo a CIPRv, o indivíduo estava no interior de um ônibus interestadual que fazia a linha entre os municípios de Ibicoara e Brumado. Durante a fiscalização de trânsito, os policiais realizaram consulta e constataram que havia um mandado de prisão em aberto expedido no município de Salvador, relacionado ao crime de homicídio. Diante da situação, foi dada voz de prisão ao suspeito, que foi encaminhado à Delegacia de Brumado para adoção das medidas legais cabíveis.

Um homem, de 50 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável no estado de Goiás, foi preso nesta quarta-feira (6), em Cândido Sales. Ele foi localizado no povoado Vistoso, zona rural do município. A vítima é filha do suspeito e tinha 12 anos quando iniciaram as investigações, em 2021. O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Família contra a Mulher do estado de Goiás e foi cumprido pela Polícia Civil da Bahia, por intermédio da Delegacia Territorial (DT/Cândido Sales), em ação integrada com o Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sudoeste) e da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e de Apuração de Atos Infracionais (DPCA/DEPAI) de Luziânia, no estado do Goiás. Durante as diligências policiais, três armas de fogo artesanais foram apreendidas em posse do investigado, que também teve prisão em flagrante decretada. Ele foi conduzido à unidade policial, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis, permanecendo à disposição da Justiça. O cumprimento das medidas judiciais também foi comunicado ao Juízo competente.

Equipes da Polícia Civil apreenderam, na terça-feira (5), uma motocicleta com sinais de identificação adulterados no município de Jaguaquara. A ação foi realizada durante diligências voltadas ao combate aos crimes de receptação e adulteração veicular na cidade. De acordo com informações da ocorrência, o veículo estava em posse de um homem de 23 anos, que compareceu à Delegacia Territorial de Jaguaquara apresentando documentos de Autorização para Transferência de Propriedade de Veículo (ATPV-e), supostamente ligados à motocicleta. Durante a verificação dos documentos, os policiais constataram, por meio da leitura do QR Code em aplicativo específico, que o documento apresentado era falsificado. O condutor informou aos agentes que havia adquirido a motocicleta de terceiros. Diante da irregularidade, a motocicleta foi apreendida e será submetida à perícia técnica. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o suposto crime de receptação e demais circunstâncias relacionadas ao caso. As investigações seguem em andamento até a completa elucidação dos fatos.

O empreendedor Henrique Moreira, de 21 anos, foi nomeado CEO da Volts, plataforma apresentada como o primeiro copiloto de inteligência artificial voltado para a medicina de emergência no Brasil. Natural de Livramento de Nossa Senhora, Henrique, conhecido na cidade como Zezinho, filho do professor Zemar, passa a liderar o novo projeto ao lado de especialistas da área médica. Henrique ganhou destaque nacional após a empresa Dr.IAgenda, desenvolvida pelo Grupo Dr.IA, no qual fundou, registrar faturamento superior a R$ 12 milhões em 2025, no primeiro ano de atuação. Agora, o grupo projeta ultrapassar R$ 18 milhões neste ano com a expansão de novas tecnologias para o setor da saúde. A Volts reúne os sócios do Grupo Dr.IA, Henrique Moreira, Stella Soares, Rodrigo Coutinho e Norival Brito, além de médicos emergencistas reconhecidos nacionalmente. Entre os nomes está Clara Carvalho (Fundadora), formada pela USP e conhecida nas redes sociais como Clara Mil Volts e reunindo mais de 150 mil seguidores em suas redes cosiais, além de Ademar Simões e Geovane Wiebelling, ambos, médicos emergencistas formados pela USP. Segundo os fundadores, a plataforma foi criada para auxiliar médicos plantonistas em situações críticas de emergência, principalmente em unidades de saúde onde profissionais atuam sozinhos e sem suporte especializado imediato. O sistema funciona como um suporte clínico em tempo real. O médico informa o caso atendido e, em cerca de 20 segundos, recebe hipóteses diagnósticas, sugestões de conduta, prescrições e protocolos clínicos elaborados com base no conhecimento de especialistas da área e com um único detalhe, essa é a única IA que literalmente pensa como um emergencista, superando todas concorrentes como OpenEvidence, Lívia e até outras IA’S genéricas. “A gente não quer substituir o médico. O médico continua sendo o protagonista de toda decisão. O que a Volts faz é garantir que ele nunca mais precise decidir sozinho o que nenhum ser humano deveria decidir sozinho”, afirmou Henrique Moreira. O nome da plataforma faz referência ao apelido da médica Clara Carvalho, conhecida como Clara Mil Volts pela atuação intensa em ambientes de emergência. Atualmente, a ferramenta reúne mais de 5 mil protocolos clínicos atualizados e já conta com mais de 600 médicos cadastrados. A expectativa da empresa é alcançar mais de 12 mil profissionais nos próximos 12 meses. “A emergência é onde tudo que é urgente vai parar. É o último recurso. Nosso objetivo é colocar um preceptor sênior ao lado do médico em todas as regiões do Brasil, inclusive no interior, onde a saúde enfrenta mais dificuldades”, destacou o CEO. A plataforma pode ser acessada por meio do site oficial da empresa e também pelo perfil @volts.ia nas redes sociais, onde médicos compartilham relatos sobre o uso da ferramenta nos plantões.

A conselheira Aline Peixoto, do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, indeferiu o pedido de medida cautelar que solicitava a suspensão do Pregão Eletrônico SRP nº 058/2025 da Prefeitura de Itapetinga, destinado à contratação de serviços continuados de apoio operacional e administrativo para a Secretaria Municipal de Educação. A denúncia foi apresentada pelo advogado Vicente Fagundes Ribas de Almeida contra o prefeito Eduardo Jorge Almeida Hagge e o secretário municipal de Educação, Alécio Silva Chaves. O processo questiona supostas irregularidades no procedimento licitatório, cujo valor homologado chegou a R$ 29,9 milhões. Segundo a denúncia, o edital apresentaria problemas como agrupamento irregular de serviços em lotes únicos, restrição à competitividade, exigência indevida de registro no Conselho Regional de Administração (CRA), além de suposta ausência de adequação orçamentária para a contratação. Na decisão monocrática, assinada em 6 de maio de 2026, a relatora entendeu que, apesar das questões levantadas merecerem análise aprofundada, não ficaram demonstrados os requisitos necessários para concessão da medida cautelar, como risco imediato de dano grave ou ilegalidade evidente. A conselheira destacou que houve participação de cinco empresas no certame, o que, segundo a decisão, enfraquece a alegação de restrição absoluta à competitividade. Também foi considerado que o processo trata de um Sistema de Registro de Preços, modalidade em que a homologação da ata não gera contratação imediata. Outro ponto observado foi a inexistência, até o momento, de contrato firmado, empenho, ordem de serviço ou pagamento à empresa vencedora, a RG Soluções LTDA, sediada em Barreiras. Apesar de negar a suspensão da licitação, a relatora determinou a notificação do prefeito e do secretário municipal para que apresentem esclarecimentos e justificativas no prazo de 20 dias sobre as irregularidades apontadas na denúncia. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (7) no Diário Oficial eletrônico do TCM.

Uma mulher de 43 anos foi encontrada morta dentro de uma residência na tarde de quarta-feira (06/5), em Sebastião Laranjeiras. De acordo com informações do 17º Batalhão de Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 15h01, na Rua São João, no centro da cidade. Uma jovem de 19 anos acionou a polícia após encontrar a tia deitada na cama, sem sinais vitais. Quando a guarnição chegou ao local, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência já estava na residência e constatou o óbito da mulher. A área foi isolada pela Polícia Militar até a chegada do Departamento de Polícia Técnica, que realizou os procedimentos periciais e providenciou a remoção do corpo para o Instituto Médico Legal (IML). Segundo as informações iniciais, a morte é tratada como aparente causa natural.

A Polícia Rodoviária Federal acendeu o alerta para o alto número de ultrapassagens irregulares registradas nas rodovias federais da Bahia. Segundo dados divulgados pela corporação, o estado liderou o ranking nacional desse tipo de infração em 2025, com 30.858 autuações. De acordo com a PRF, as ultrapassagens indevidas estão entre as principais causas de acidentes graves e mortes nas estradas brasileiras. Grande parte das colisões frontais fatais ocorre quando o motorista tenta realizar a manobra em local proibido ou sem tempo suficiente para retornar à faixa de origem, atingindo veículos que trafegam no sentido contrário. Além das colisões frontais, as ultrapassagens mal executadas também podem provocar saídas de pista e colisões transversais, muitas vezes em tentativas de evitar acidentes mais graves. A polícia também alerta para o risco de motoristas que realizam ultrapassagens inseguras mesmo em trechos permitidos, como ao tentar passar vários veículos pesados de uma só vez. Ainda conforme o balanço da PRF, em 2025 foram registrados 192 sinistros de trânsito provocados por ultrapassagens proibidas nas rodovias federais baianas. Os acidentes deixaram 292 pessoas feridas e resultaram em 64 mortes, colocando a Bahia na primeira posição em número de óbitos causados por esse tipo de infração. Os números de 2026 também preocupam. Apenas nos quatro primeiros meses do ano, já foram contabilizados 63 sinistros relacionados a ultrapassagens indevidas, com 18 mortes registradas. Para combater essas condutas, a PRF intensificou as fiscalizações nas rodovias federais do estado, autuando motoristas flagrados realizando manobras irregulares. Sempre que possível, os condutores também são abordados e orientados sobre os riscos provocados por esse comportamento no trânsito. A multa para ultrapassagem forçada é de R$ 2.934,70, além da suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Já a infração por ultrapassagem em local proibido gera multa de R$ 1.467,35 e sete pontos na carteira de habilitação.