A produção nacional de soja deve atingir um novo recorde histórico em 2026, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A estimativa para a oleaginosa é de 172,5 milhões de toneladas, volume 3,9% superior ao registrado no ano anterior. A projeção integra a estimativa da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas, que em janeiro foi calculada em 342,7 milhões de toneladas. O total é 1,0% menor que o obtido em 2025, quando foram colhidas 346,1 milhões de toneladas, mas representa aumento de 0,8% em relação à previsão de dezembro do mesmo ano. Arroz, milho e soja concentram 92,9% da produção estimada e respondem por 87,5% da área a ser colhida no país. Entre os principais produtos, a soja e o feijão apresentaram crescimento nas estimativas de produção, com altas de 3,9% e 0,9%, respectivamente. Por outro lado, houve recuos nas projeções do algodão herbáceo em caroço (-11,0%), do arroz (-7,9%), do milho (-5,6%), do sorgo (-13,9%) e do trigo (-1,0%). A área destinada à soja também deve crescer, com previsão de atingir 48 milhões de hectares, aumento de 0,5% em relação ao ano anterior. O rendimento médio estimado é de 3.598 quilos por hectare, equivalente a cerca de 60 sacas, avanço de 3,4% na comparação anual. Com isso, a oleaginosa deve responder por mais da metade do total produzido entre cereais, leguminosas e oleaginosas no país. Segundo o IBGE, a expectativa de safra recorde é impulsionada pela expansão da área plantada e por condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras, mesmo com os preços da commodity em patamares considerados abaixo do ideal por produtores.



