Autoridades da segurança pública, do Judiciário e da administração municipal participaram, na tarde de segunda-feira (9), de uma reunião promovida pelo comando do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM) para discutir a implantação da Ronda Maria da Penha no município de Brumado. A iniciativa busca fortalecer as ações de enfrentamento à violência doméstica e ampliar a proteção às mulheres vítimas desse tipo de crime. Durante o encontro, foram debatidas estratégias para garantir maior eficácia no cumprimento de medidas protetivas e oferecer um acompanhamento mais próximo às mulheres em situação de risco. O juiz da Vara Criminal de Brumado, Dr. Genivaldo Alves Guimarães, ressaltou a importância jurídica da iniciativa, enquanto a delegada Dra. Ellen Mara Lages destacou a necessidade da integração entre as instituições de segurança pública para o sucesso do projeto. A reunião também contou com a presença da primeira-dama Abiara Dias Abrantes, presidente do Conselho Municipal da Mulher, que representou o apoio da administração municipal às ações voltadas à proteção das mulheres no município. A proposta da Ronda Maria da Penha prevê a atuação de uma equipe da Polícia Militar dedicada ao acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas expedidas pela Justiça. O trabalho inclui visitas periódicas e monitoramento das situações de risco, com o objetivo de prevenir novos episódios de violência e garantir maior segurança às vítimas. O encontro reuniu ainda representantes do Legislativo municipal, do Ministério Público, da Defensoria Pública e de diversos setores da administração pública, incluindo a Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), a Vigilância Sanitária, o Hospital Municipal, além de equipes da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (SESOC), da Secretaria de Comunicação (SECOM) e do Conselho Tutelar. Após a apresentação da proposta, o projeto seguirá para etapas de avaliação técnica e preparação da equipe policial que deverá atuar na ronda. A expectativa é que a atuação conjunta entre a Polícia Militar e os órgãos de assistência social fortaleça a rede de apoio às vítimas, garantindo não apenas a fiscalização das medidas protetivas, mas também o encaminhamento para suporte psicológico, social e jurídico.



