Prefeito de Rio de Contas vira alvo de novo inquérito civil e já soma seis investigações no MP

O prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva, voltou a ser alvo de investigação do Ministério Público do Estado da Bahia e já acumula ao menos seis procedimentos instaurados contra a gestão municipal em menos de um ano e meio. Na terça-feira (29) às 9h43, a denúncia registrada sob o nº 003.9.109892/2025 foi oficialmente convertida em mais um inquérito civil pelo Ministério Público do Estado da Bahia. O novo procedimento apura possíveis irregularidades na contratação da empresa Araujo Alves Empreendimentos LTDA, sediada no município de Jussiape, para a prestação do serviço de transporte escolar em Rio de Contas. Entre os pontos investigados estão suspeitas sobre a efetiva execução do serviço contratado, além de possíveis falhas no processo licitatório e na execução contratual. O Ministério Público também apura eventual risco de prejuízo aos cofres públicos em razão das inconsistências apontadas. Além das investigações conduzidas pelo Ministério Público, uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia autorizou a abertura de petição criminal para apurar, em tese, possíveis crimes eleitorais e irregularidades em contratos públicos envolvendo a administração municipal. De acordo com a decisão judicial, há indícios que justificam o aprofundamento das investigações, incluindo suspeitas relacionadas à prestação de contas eleitorais e à contratação de empresas pela gestão pública. O Tribunal determinou ainda o envio dos autos à Polícia Federal, que ficará responsável pelas diligências investigativas e pelo aprofundamento da apuração. Com o avanço dos procedimentos, a expectativa é de que novos desdobramentos ocorram nos próximos meses, à medida que os órgãos de controle analisam a documentação reunida e avançam nas investigações. A multiplicidade de procedimentos envolvendo a atual gestão chama atenção para a necessidade de transparência e rigor na administração pública, especialmente no uso de recursos destinados a serviços essenciais, como o transporte escolar. Os casos seguem sob análise do Ministério Público do Estado da Bahia, da Justiça Eleitoral e da Polícia Federal, cabendo às instituições competentes esclarecer as circunstâncias e eventuais responsabilidades, sempre assegurando o direito à ampla defesa e ao contraditório.

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