A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, iniciou nesta semana a 11ª fase da Operação Mute, realizada simultaneamente em 15 estados brasileiros com foco no combate às comunicações ilícitas dentro das unidades prisionais. Na Bahia, a ação chegou ao Conjunto Penal de Jequié nesta quinta-feira (21), com atividades iniciadas por volta das 6h. A operação ocorre em conjunto com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) e integra a estratégia nacional de enfrentamento às organizações criminosas que atuam dentro e fora dos presídios. Segundo a Seap, a Operação Mute utiliza tecnologia, inteligência e protocolos especializados para impedir a comunicação entre internos ligados a facções criminosas e integrantes dos grupos fora das unidades prisionais. Na Bahia, a operação começou na terça-feira (19), no Conjunto Penal de Paulo Afonso, com a participação de cerca de 40 policiais penais estaduais em ações de revista estrutural e varredura operacional. As equipes utilizam equipamentos como bloqueadores de sinal, scanners corporais, aparelhos de raio-X, drones, sistemas eletrônicos de fiscalização e georradar, empregados para identificar estruturas ocultas e possíveis rotas de fuga. De acordo com o Ministério da Justiça, a Operação Mute integra o programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado recentemente pelo Governo Federal, que prevê investimento superior a R$ 11 bilhões para fortalecer a segurança pública no país. A operação tem como principal objetivo localizar e retirar aparelhos celulares e outros materiais ilícitos do interior das unidades prisionais. Conforme o balanço nacional, desde o início da Operação Mute, em 2023, já foram apreendidos 7.966 celulares em presídios brasileiros. Mais de 38 mil policiais penais participaram das ações e cerca de 37 mil celas foram revistadas. Na Bahia, a Seap informou que o trabalho vem sendo intensificado por meio de operações permanentes de revista, investimentos em tecnologia e ampliação do uso de scanners corporais para reforçar o controle interno das unidades prisionais e reduzir a atuação de organizações criminosas.



