Estudantes utilizam saberes ancestrais para criar sabonete que combate acnes e feridas em Ponto Novo

Uma das condições dermatológicas mais comuns, a acne, popularmente conhecida como espinha, atinge pessoas de todas as idades, em especial adolescentes. A busca de uma solução para esse problema fez com que jovens cientistas do Colégio Estadual de Tempo Integral Nelson Maia, no município de Ponto Novo, unissem saberes ancestrais com conhecimento científico. Os estudantes Gustavo Maia e Nayanna Venâncio, orientados pelos professores Diego Palmeira e Luana Moura, utilizaram barbatimão (Stryphnodendron adstringens), copaíba (Copaifera langsdorffii) e argila da Caatinga para desenvolver um sabonete artesanal com potencial cicatrizante. O produto, segundo seus criadores, auxilia em condições como acne, feridas e infecções cutâneas. Batizado como Purificaê, o sabonete tem diferenciais para outros produtos similares que já existem no mercado. “Combinamos três ativos com funções complementares numa formulação artesanal ainda não consolidada no mercado cosmético. O produto ainda carrega um diferencial cultural forte de conectar o saber ancestral das comunidades da Caatinga à validação científica, o que poucos cosméticos naturais no mercado conseguem fazer de forma tão genuína e regionalizada”, garante a jovem Nayanna. A escolha por esses ingredientes, que são abundantes no território de identidade Piemonte Norte do Itapicuru, é justificada pelo estudante Gustavo Maia. “O Barbatimão é rico em substâncias com ação antibacteriana e antifúngica, além de baixa toxicidade para uso tópico. A Copaíba contribui com propriedades anti-inflamatórias e efeito rejuvenescedor para a pele. Já a Argila da Caatinga regula a oleosidade e melhora a textura do produto”. Entusiasmados com a receptividade do projeto pela comunidade, o grupo pensa em empreender. “Os próprios resultados da pesquisa mostram que o produto tem potencial real de mercado. A proposta é envolver cooperativas e moradores de Ponto Novo na produção artesanal, gerando renda para as comunidades locais e promovendo o empreendedorismo social a partir do uso sustentável da Caatinga”, sinaliza Gustavo.

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