Jovem natural de Rio de Contas plantou 40 árvores na fazenda da família em 2020 e atualmente estuda na França

Estudar, buscar conhecimentos, uma formação melhor, um emprego de reconhecimento e que possa ajudar as pessoas e a sociedade. Essa é a metodologia de vida de alguns jovens e adolescentes. Mas nem todos têm coragem, foco e determinação para buscar a realização desses objetivos. Não é o caso de Antônio Bisneto. Natural de Rio de Contas, na Chapada Diamantina, o jovem estudante de 24 anos saiu da sua cidade natal e já começa a conquistar o mundo.

Em 2020, Antônio plantou 40 árvores na Fazenda Marion, localizada na zona rural de Rio de Contas, propriedade pertencente aos seus pais e local onde cresceu. Ele diz que a iniciativa partiu porque em volta da sua casa na fazenda ficava um clima muito seco. Para isso, foram utilizadas mudas de ipê e jacarandá, pois segundo ele, além da sombra também há uma floração exuberante. “Quando você tem árvores o clima fica mais agradável. Essas espécies floram, deixa o ambiente bonito e produzem muita sombra, porque são árvores de grande porte”, conta.

Foto: Divulgação

De acordo com Antônio, é importante conscientizar quanto ao plantio dessas e outras espécies, até porque são resistentes à seca. “O pé de Ipê que está em frente à casa da fazenda já florou mais de 5 vezes. Tem muita gente que produz manga, maracujá, mas não se atenta à importância de ter árvores na fazenda ou no sítio. Nosso caso é um exemplo para as pessoas, porque essas árvores contribuem para menor variação de temperatura e maior umidade do ar”, relata o jovem em tom de felicidade.

Sobre sua trajetória de estudos, o jovem disse que sempre estudou em Rio de Contas, fez um ano de cursinho em um Colégio particular de Livramento de Nossa Senhora e foi aprovado para estudar na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) em Cruz das Almas (BA). Estagiou um ano na Embrapa, participou dois anos no Diretório Acadêmico representando todos os estudantes de agronomia da URFB e participou de pesquisas feitas na universidade. A partir dos seus esforços a vida dele mudou.

Foto: Divulgação

“A universidade tem convênio com faculdades aqui da França, em Portugal e México, então vi a oportunidade de fazer intercâmbio aqui na França. Tenho colegas no México e tenho colegas que já estudaram em Portugal. Outros vieram antes de mim aqui para a França e eles me relatam essa importância do intercâmbio. Ao fazer esse intercâmbio, o profissional se destaca pela experiência de já ter vivido em outro país. O jeito que eu enxergo as coisas já muda. A visão de mundo é diferente. Tenho nove meses na Europa e já tenho outra forma de pensar sobre como posso ajudar a resolver os problemas no Brasil”, disse.

Antônio descreve também que já conhece dez países e sempre na busca do conhecimento. “Já tive muitas experiências e terei muitas outras nesse intercâmbio. É onde o profissional busca se aperfeiçoar. Eu saio de Rio de Contas, para a UFRB, em Cruz das Almas, uma das mais conceituadas no ramo de agronomia na Bahia e no Brasil, para buscar conhecimento na França, na Europa, e aplicar posteriormente no Brasil, na minha região, em Livramento, em Dom Basílio, na Chapada Diamantina, na Bahia como um todo. É preciso lembrar aqui que o Brasil é destaque no agro”, acrescentou. 

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Para o estudante, ele estará sempre representando Rio de Contas, Livramento de Nossa Senhora, Dom Basílio e a Bahia. Mas ele ressalta que sonha em trabalhar em outros Estados e que não pensa de forma limitada. “Eu não me limito em pensar em trabalhar apenas na Bahia. Falar sobre isso é importante porque isso pode incentivar os jovens a entender que é possível sair da nossa região e buscar conhecimento e melhorar nosso lugar, onde nascemos, onde temos nossos familiares. Isso é muito importante”, enfatiza.

Ele conclui destacando que voltará para as cidades onde tem familiares (Dom Basílio, Rio de Contas e Livramento) com uma visão e conhecimento amplo para colocar em prática e fazer diferente. “Pretendo mudar a forma de plantio, aperfeiçoando ainda mais as técnicas para produção agrícola levando em consideração a conservação das matas nativas e plantando árvores, e utilizando da melhor forma os recursos naturais. Mas para isso preciso ter conhecimento para produzir e poder auxiliar os produtores da região a produzir de formar eficiente e assim trazer destaque a nossa região, porque nós já sabemos do potencial da nossa região. É importante entender que não estou estudando agronomia só para o meu desenvolvimento, mas sim, trabalhar para melhorar nossa realidade e repassar o conhecimento. Vamos buscar melhorar nossa realidade”, finalizou. 

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