A Polícia Federal deflagrou, na terça-feira, 7 de abril, a Operação Nexus com o objetivo de combater crimes de armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil no ambiente virtual, no oeste da Bahia. As condutas investigadas estão previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. A investigação teve início a partir de relatórios enviados pelo National Center for Missing & Exploited Children, que apontaram a existência de contas em plataformas digitais utilizadas para aquisição, armazenamento e disseminação de grande quantidade de arquivos com imagens e vídeos envolvendo crianças e adolescentes. Os dados indicaram atuação recorrente em diversas aplicações de internet, incluindo redes sociais e serviços de armazenamento em nuvem. Segundo a apuração, o investigado utilizava múltiplas contas e perfis digitais, vinculados a endereços de e-mail e a uma linha telefônica específica, para realizar o upload, armazenamento e compartilhamento do conteúdo ilícito. A estratégia incluía o uso de diferentes plataformas tecnológicas para dificultar a identificação. Foram identificados mais de 500 arquivos com esse tipo de material, o que evidencia a gravidade e a continuidade da prática criminosa. Há ainda indícios de que parte do conteúdo era disponibilizada publicamente e compartilhada com terceiros, inclusive com menções à oferta de arquivos em aplicativos de mensagens, o que pode indicar a participação em redes de disseminação e possível comercialização. A partir da análise de dados telemáticos, como registros de acesso, foi possível identificar o local de origem das atividades, vinculado à zona rural do município de Angical. Durante as diligências, os policiais também constataram a presença de crianças no ambiente familiar próximo, o que reforçou a necessidade de intervenção imediata. Com base nas evidências, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar, além do afastamento do sigilo de dados telemáticos. A medida permite à Polícia Federal acessar e analisar dispositivos eletrônicos, mídias digitais, contas em nuvem e aplicativos de mensagens ligados à investigação. A ação busca apreender equipamentos, coletar provas, identificar possíveis vítimas e verificar a existência de outros envolvidos, além de interromper a continuidade das práticas criminosas.



