A Bahia, um dos estados que mais se destaca na pecuária nacional, figurando entre os dez maiores rebanhos do Brasil, celebra a conquista histórica da suspensão da vacinação contra a febre aftosa, que tem o potencial de abrir portas para novos mercados. Com a última campanha de vacinação contra a febre aftosa realizada em abril, o estado conclui uma jornada de 146 ciclos de imunização, protegendo um rebanho estimado em 13 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos. Os produtores terão até o dia 17 de maio para declarar a vacinação e informar a geolocalização das propriedades pelo site www.adab.ba.gov.br ou em um dos 376 escritórios da Agência nos 27 Territórios de Identidade. Desde 1968, os produtores baianos têm mantido um compromisso com a saúde animal, alcançando índices vacinais superiores a 90% nos últimos 20 anos. Este esforço colaborativo entre a cadeia produtiva e o governo, por meio da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), culminou na suspensão da vacinação a partir de maio de 2024, após receber a nota 9,3 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) – a mais alta entre 17 estados da Federação. A certificação como Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação representa uma economia direta significativa para o estado e os produtores, estimada em cerca de 100 milhões de reais por ano. Essa economia advém da redução de custos com a aquisição de vacinas e manejo do rebanho. Além disso, a nova classificação sanitária permite a abertura de novos mercados e adiciona valor às exportações de carne da Bahia, fortalecendo o parque agroindustrial do estado. Com a obtenção do Certificado Internacional de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, a Bahia se posiciona para fortalecer sua produção de proteína animal, garantindo mais desenvolvimento e um futuro próspero para a população. Este é um passo significativo não apenas para o estado, mas para todo o Brasil, que avança no reconhecimento internacional como um país livre da doença sem vacinação.



