A baixa oferta de frutos no mercado aumentou expressivamente os preços, impulsionados também pela baixa reserva mundial de suco de laranja. A corrida para incrementar estoques elevou o valor do suco concentrado, agravando a situação. Para lidar com a crise de oferta, São Paulo tem comprado frutos na região Nordeste, destacando a Bahia como um importante fornecedor. Segundo Suely Brito, engenheira agrônoma e coordenadora do Programa Fitossanitário dos Citros da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), para além das questões climáticas favoráveis, a Bahia se destaca por seu status fitossanitário livre de Greening e Cancro Cítrico. Na região nordeste, os estados da Bahia e Sergipe, figuram como a maior região produtora de citros, depois de São Paulo. A região tem vantagem competitiva de conseguir duas ou mais safras anuais, em contraste com estados como Goiás e Minas Gerais, que têm apenas uma safra por ano. Com condições adequadas para a integridade, a Bahia se consolida como um polo competitivo no setor. Os frutos produzidos no Nordeste são altamente valorizados pela sua qualidade superior. Em regiões quentes, os cítricos desenvolvem uma concentração maior de sólidos solúveis, o que aumenta o teor de açúcar e melhora as propriedades organolépticas, como sabor e aroma. “Essa qualidade é essencial tanto para o consumo in natura quanto para a indústria de suco, que paga mais pelos frutos com alto grau Brix, indicador de doçura”, ressaltou, Suely.



