O Brasil registrou, em 2025, a menor taxa anual de desocupação desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. O índice caiu de 6,6% em 2024 — até então o menor da série — para 5,6% em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, 20 das 27 Unidades da Federação também alcançaram, no ano passado, a menor taxa anual de desocupação de toda a série histórica. A redução ganha ainda mais destaque quando comparada aos triênios anteriores. Entre 2015 e 2017, a taxa média anual foi de 11%. No período de 2019 a 2021, impactado pela pandemia de Covid-19, a média subiu para 13,1%. Já entre 2023 e 2025, a média anual ficou em 6,6%. No quarto trimestre de 2025, a taxa foi de 5,1%, com recuo de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024 (6,2%). No ano passado, atingiram a menor taxa anual da série histórica os estados da Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Distrito Federal (7,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Paraíba (6,0%), São Paulo (5,0%), Tocantins (4,7%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Rio Grande do Sul (4,0%), Paraná (3,6%), Espírito Santo (3,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%). As maiores taxas anuais foram registradas no Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%). Já os menores índices ficaram com Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%). No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação foi de 4,2% entre os homens e de 6,2% entre as mulheres. Por cor ou raça, o índice ficou abaixo da média nacional para brancos (4,0%) e acima para pretos (6,1%) e pardos (5,9%). Entre os níveis de instrução, a maior taxa foi observada entre pessoas com ensino médio incompleto (8,7%). Para quem tinha nível superior incompleto, o índice foi de 5,6%, mais que o dobro do registrado entre aqueles com ensino superior completo (2,7%). O número de pessoas que buscavam trabalho há dois anos ou mais chegou a 1,1 milhão no quarto trimestre de 2025, queda de 19,6% em comparação com o mesmo período de 2024. Já 1,1 milhão procuravam emprego há menos de um mês, contingente 23,1% menor do que no ano anterior. Em 2025, a população ocupada alcançou 103 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica. A população desocupada ficou em aproximadamente 6,2 milhões, cerca de 1 milhão a menos do que em 2024. O rendimento real habitual anual de todos os trabalhos foi de R$ 3.560. Os maiores valores foram registrados no Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Já os menores rendimentos foram observados no Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).



