Governo da Bahia lança Fórum Macroterritorial de Desenvolvimento em Caetité

O Governo da Bahia lançou na quinta-feira (21), em Caetité, o Fórum Macroterritorial de Desenvolvimento com o objetivo de debater ações estratégicas, investimentos e projetos estruturantes voltados ao desenvolvimento territorial e estadual. O encontro foi realizado na Casa Anísio Teixeira e promovido por meio do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (Codes). O Fórum reúne lideranças dos setores acadêmico, empresarial, agrícola, sindical e de movimentos sociais, além de representantes dos colegiados territoriais e consórcios intermunicipais dos territórios Sertão Produtivo e Bacia do Paramirim. As atividades do coletivo terão como base o acompanhamento e monitoramento das propostas previstas no Plano de Desenvolvimento Integrado Bahia 2050, do governo estadual, além da Estratégia Brasil 2050 e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ambos do governo federal. De acordo com o secretário-executivo do Codes, Jonas Paulo Neres, a região concentra importantes investimentos estruturantes. “A região é um dos locais onde temos maior concentração de investimentos estruturantes, como as ferrovias FIOL e FCA, a adutora do algodão, o projeto de irrigação do Vale do Iuiú, parques de energia eólica e solar, a exploração de minérios de ferro e urânio, além da implantação de uma data center em Igaporã”, afirmou. Durante a reunião de instalação do Fórum, representantes da UNEB, CDL, Fieb, Sebrae, Coelba, cooperativas da agricultura familiar, empresas mineradoras, colegiados territoriais e consórcios intermunicipais participaram dos debates, além de secretários municipais de Desenvolvimento de Guanambi, Pindaí, Iuiú e Palmas de Monte Alto. Os participantes destacaram avanços em áreas como serviços especializados de saúde, atenção básica, educação em tempo integral e formação técnico-profissional. No entanto, também apontaram desafios para o desenvolvimento regional, como a insuficiência energética, mesmo com a presença de parques eólicos e solares, além da escassez hídrica nos territórios, apesar da existência da Adutora do Algodão e da Barragem do Zabumbão. Outros entraves mencionados foram a instabilidade da internet, sustentada principalmente por provedores particulares, e a baixa oferta de voos comerciais no aeroporto de Guanambi. Os temas discutidos deverão ser aprofundados nos próximos encontros do coletivo, que irá definir estratégias junto ao Governo do Estado e ampliar a articulação com o governo federal. Para fortalecer as ações do Fórum Macroterritorial, foi criado um grupo de trabalho coordenado por representantes da UNEB, Sebrae, Fieb, dos colegiados territoriais e dos consórcios intermunicipais envolvidos.

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