O Governo Federal divulgou na sexta-feira (29/5) uma nota oficial na qual reafirma o compromisso do Estado brasileiro no combate às facções criminosas e milícias que atuam em diversas regiões do país. No documento, o governo destaca as ações desenvolvidas contra organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificadas como responsáveis por atividades ligadas ao tráfico de drogas, tráfico de armas e outros crimes. A nota ressalta que o enfrentamento ao crime organizado permanece como uma das prioridades das instituições brasileiras e diferencia a atuação dessas organizações criminosas das ações associadas ao terrorismo internacional, afirmando que as facções têm como principal objetivo a obtenção de lucro por meio de atividades ilícitas. O texto também critica iniciativas de brasileiros que buscam apoio de autoridades estrangeiras para interferir em assuntos internos do país. Sem citar nomes específicos ao longo do documento, o governo menciona integrantes da família Bolsonaro e afirma que pedidos de intervenção externa representam uma afronta à soberania nacional. Entre as medidas adotadas recentemente, o governo destaca a aprovação de uma legislação voltada ao combate às facções criminosas e milícias, com penas que podem chegar a 80 anos de prisão. Também foi citado o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, voltado ao enfrentamento das organizações criminosas em diferentes níveis de atuação. A nota ainda enfatiza a importância da cooperação internacional no combate ao crime transnacional. Segundo o governo, uma proposta foi apresentada ao Departamento de Estado dos Estados Unidos em 16 de abril deste ano, prevendo ações conjuntas de inteligência, ampliação do combate à lavagem de dinheiro e reforço no controle do tráfico internacional de armas. Apesar de defender a cooperação entre países, o governo afirmou que não aceitará medidas unilaterais que possam afetar a soberania brasileira. O texto alerta para possíveis impactos negativos de ações externas não negociadas, incluindo prejuízos à economia, ao sistema financeiro nacional e ao compartilhamento de informações entre forças de segurança. Ao concluir a manifestação, o Governo Federal reiterou que a definição das políticas de segurança pública e do combate ao crime organizado deve permanecer sob responsabilidade das instituições brasileiras, destacando que a soberania nacional é um princípio inegociável



