A Polícia Federal informou que prendeu preventivamente um investigado por crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes após o avanço das investigações da Operação Hang Loser, deflagrada na quinta-feira, 28 de maio, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Durante a operação, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, onde foram recolhidos aparelhos celulares que passaram por perícia e análise técnica. A investigação teve início após relatórios cibernéticos indicarem o armazenamento, em serviços de nuvem, de arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil. Segundo a PF, havia indícios de que parte das imagens armazenadas teria sido produzida pelo próprio investigado. De acordo com a corporação, os crimes apurados incluem estupro de vulnerável, produção de material contendo cena de abuso sexual contra criança ou adolescente e armazenamento desse tipo de conteúdo, previstos na legislação brasileira. Após a divulgação da operação, passaram a circular nas redes sociais informações de que a Polícia Federal teria encontrado um estúdio destinado à produção de material de abuso sexual infantojuvenil na residência alvo da busca. A instituição esclareceu que essa informação é falsa. Conforme a PF, não foi localizado nenhum estúdio de produção audiovisual do tipo no imóvel. O que as investigações apontaram foi que, a partir da comparação entre imagens já obtidas durante a apuração e os ambientes da residência, foi possível identificar que algumas fotografias de abuso contra uma criança foram registradas em cômodos da casa, como sala e quarto. A corporação ressaltou que a situação não caracteriza a existência de uma estrutura voltada à produção em larga escala desse material. Com base nas provas reunidas após a operação, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado para garantir a aplicação da lei penal, a segurança social e a eficácia da Justiça. O mandado de prisão foi cumprido no sábado, 30 de maio. A Polícia Federal também reforçou a importância de que a população e os veículos de comunicação busquem informações por meio dos canais oficiais da instituição para evitar a disseminação de notícias falsas sobre o caso.



