O Ministério do Meio Ambiente realizou nesta terça-feira (16/4) na sede do Ibama, em Brasília (DF), o I Seminário Técnico-Científico sobre Causas e Consequências do Desmatamento e das Queimadas na Caatinga. A iniciativa é parte da construção do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento no bioma, com lançamento previsto para este ano. Os planos para a Amazônia e o Cerrado foram lançados em junho e novembro do ano passado, respectivamente, e estão em implementação. Seminário técnico-científico para o Pantanal ocorrerá na quarta-feira (18/4) e para o Pampa, no dia 24 de abril. O plano para a Mata Atlântica também está em construção. Na mesa de abertura, a ministra Marina Silva reforçou o compromisso do presidente Lula com o desmatamento zero até 2030 e a necessidade de considerar as diferenças entre os biomas na construção de políticas públicas: “Além de combater o desmatamento, pensar na proteção da Caatinga é pensar em um plano de desenvolvimento sustentável para o bioma, em um plano de transformação ecológica, no desenvolvimento da bioeconomia. É criarmos instrumentos econômicos inovadores voltados para cada realidade”, afirmou a ministra. O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou os desafios de ocupação e destinação no bioma: “A Caatinga é um bioma com uma característica singular, de um semiárido extensamente povoado. Há enorme necessidade de demarcação de territórios das populações tradicionais. Temos muitas populações tradicionais na Caatinga, que muitas vezes não são reconhecidas”, afirmou Agostinho. “Vamos precisar retomar fortemente a agenda de criação de Unidades de Conservação, tanto de proteção integral como de uso sustentável.” Também participaram da abertura o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, e a secretária adjunta substituta de articulação e monitoramento da Casa Civil, Lívia Borges. Especialistas do poder público, da academia, do terceiro setor e de organizações locais acompanharam o dia de apresentações e debates.



